quinta-feira, 21 de maio de 2020

Coreaú poderá adotar lockdown, de acordo com recomendação de Camilo Santana


Pode chegar a 24 o número de municípios do Ceará, fora a Capital, a adotar o isolamento social rígido. O novo decreto do governador Camilo Santana (PT), publicado no fim da noite dessa quarta-feira, 20, recomenda o chamado lockdown nos locais onde a incidência ou a mortalidade de Covid-19 esteja acima da média do Estado. 

O decreto diz: 

"Art. 2° Recomenda-se aos municípios cearenses com incidência e/ou mortalidade por COVID-19 projetada acima da média do Estado a adoção da política de isolamento social rígido prevista no Decreto n.° 33.574, de 05 de maio de 2020, a fim de que possam obter melhores resultados para a contenção da pandemia, inclusive evitando a sua disseminação a outros municípios do interior".

O POVO calculou a mortalidade e a incidência de Covid-19 para essa quarta-feira, cruzando os dados do IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), com a população dos municípios.

Pelo critério de número de casos confirmados proporcionalmente à população, 16 municípios se enquadram no critério, inclusive o município de Coreaú. Confira: 

EUSÉBIO: 89,71

SÃO GONÇALO DO AMARANTE: 71,46

FORTALEZA: 67,47

SENADOR SÁ: 57,72

COREAÚ: 54,46

IBICUITINGA: 48,70

ITAITINGA: 46,08

URUBURETAMA: 43,94

ACARAÚ: 43,58

ITAPIPOCA: 40,97

CAPISTRANO: 40,59

SOBRAL: 40,11

BELA CRUZ: 39,27

ITAREMA: 38,25

ITATIRA: 34,65

PACATUBA: 33,56

O índice médio de infecção do Estado de casos em relação à população é de Ceará 33,46.

Já em relação ao número de óbitos em relação à população,  há 13 municípios, acima da média estadual:

FORTALEZA: 4,99

TURURU: 4,30

ITAITINGA: 4,21

GENERAL SAMPAIO: 3,94

PINDORETAMA: 3,89

UMIRIM: 3,53

MARACANAÚ: 2,94

PACATUBA: 2,88

ERERE: 2,78

APUIARÉS: 2,74

ITAPIPOCA: 2,71

ITAIÇABA: 2,56

MONSENHOR TABOSA: 2,32

MARANGUAPE: 2,25

A taxa de óbitos no Ceará proporcionalmente ao número de habitantes é de 2,08.

O texto do decreto também recomenda, nos municípios sem casos ou com poucos casos, que sejam instaladas barreiras sanitárias nos acessos. Apesar da recomendação do Governo do Estado, a decisão caberá aos prefeitos.

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